Era esta a música que silenciosamente e só para mim cantava de manhã. Foi ao som dela que timidamente os meus pés dançavam colados na parede.
Era esta Ba.
Era esta a música que silenciosamente e só para mim cantava de manhã. Foi ao som dela que timidamente os meus pés dançavam colados na parede.
Era esta Ba.
Silêncio porque sim.
Silêncio é a banda sonora que nos acompanha desde o ínicio e não nos abandonará nunca no fim.
Silêncio confirmador absoluto de palavras soltas.
Silêncio reafirmante de memórias presentes.
Silêncio tocado, silêncio sentido, silêncio falado, silêncio partilhado, silêncio até ao fim.
Silêncio porque sim.
Nada no meio. Transparência no meio. Talvez seja apenas e tão somente um vidro que nos separa de tantas coisas alcançaveis, que já vimos, que já imaginámos.
Basta partir o vidro. Simples parece. Até um simples vidro frágil, transparente se pode tornar na parede mais difícil de transpôr. Mas nunca ninguém diz impossível. Há e haverá para todo o sempre a possibilidade.
Afinal tudo e todos dependem unica e exclusivamente de nós e dos nossos vidros partidos, estilhaçados, inexistentes. Só temos é de querer fazer alguma coisa com eles. É mais fácil mantê-los, mantê-los limpos, mas não é o que dá sabor à vida.
E o que eu quero da vida, mais do que nunca é saboreá-la. BA.
Serenamente ouço a tua voz, parece vir do fundo, mas vem de mais longe ainda, vem de dentro, das profundezas em que a tua alma se estende. Grandiosa. Vamo-nos rir um bocadinho, boas Ba?
Sabe tão bem rir de nós, rir dos outros (no bom sentido)...Sabe tão bem rir!!!

De cada vez que ouço esta música, que ouço este piano, que revejo o filme na minha cabeça, que sinto esta Amelie dentro de mim e me revejo nela...iria certamente rever muito mais, se os meus medos não me escondessem tanto, não abafassem tanto a minha voz, não prendessem tanto os meus movimentos, não colocassem o meu coração numa prisão...tal é o medo de me magoar e de magoar, os dois grandes medos que persistem e que eu gostava de não os ter, que eu gostava de os perder, talvez até seria mais gratificante...perdê-los...
Tenho vontade de fechar os olhos e de dançar até à exaustão, de deixar as lágrimas correrem acompanhadas de um enorme e sincero sorriso, vai mais além de um sorriso e solta-se numa enorme gargalhada. Tenho vontade de fazer tanta coisa quando ouço esta música, mais ainda de sentir, espero vir a poder sentir ainda.
Porque é lindo demais quando se fala a mesma linguagem, quando não se precisa falar e apenas se comunica com um olhar às vezes fugidio, às vezes tão falador, às vezes tão sorridente, às vezes expectante, às vezes impossível de dispersar, impossível de ignorar.
O olhar vale isso e muito mais, reconforta a alma e aquece o coração. Intimida-nos de forma deliciosa e faz palpitar os nossos pequenos, grandes corações...que por segundos, momentos, pareciam mortos.

Gosto de ouvir está música, faz-me sentir calma e de alguma maneira possibilita-me entrar num sonho, no meu mundo dos sonhos.
Não sei porquê imagino sempre uma praia, não sei porquê sinto logo os meus pés enterrados na areia enquanto caminho à beira mar, regra geral cheia de frio...não sei porquê sinto o vento a despentear-me e vejo-me a desistir de o colocar certinho, até porque não gosto de nada que seja certinho demais, não sei porquê sei que não vou resistir à tentação das ondas, e não sei porquê faço-o sempre como se me estivessem a obrigar e eu não quisesse nada...não sei porquê sei que me vou sentar e fazer desenhos na areia ou até um tunel com pontes...sei que não é para a minha idade, mas não resisto, assim como não resisto a fumar um cigarro e a vê-lo ser consumido pelo vento e não por mim...sei que vou apanhar conchas e pedrinhas e que vou achá-las todas demasiado belas para não ficarem comigo, mas depois vou ter pena de algumas e achar que devem ficar ali, como se também elas sentissem e não se quisessem separar do mar...
Suspiro, respiro bem fundo e não consigo ter outra expressão na cara...a não ser um sorriso, talvez o mais meigo e feliz, mesmo que as lágrimas inevitávelmente escorram...
É bom demais estar na praia, sem ser no tempo dela...e bem acompanhada:)




Se eu fechar os olhos e embalar-me nesta música, as recordações são tantas e tão doces, que só apetece sorrir, mais do que isso voltar para trás. É um desejo tão forte, tão sincero...que fico com inveja de mim mesma, de como e do quanto já fui tão feliz.
Regra geral punhamos a música para namorar:)

A música que vou dançar em palco!!!!Rendi-me por completo ao hip-hop!!É lindo quando conseguimos expressar fisicamente uma letra que se sente e que se harmoniza com movimentos e muiiiiiiiiiiiita sensualidade!:)
















Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007,Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, colheu um cão abandonado de rua, atou-o a uma corda curtissima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer lentamente de fome e sede. Durante varios dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassiveis à agonia do pobre animal. Até que finalmente morreu de inanação, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensivel calvario.

All I know is that you're so nice,

Duas cidades tão próximas, duas realidades tão diferentes. Porto, uma cidade com alma e espírito gigantes, que alimenta vivamente todas aquelas pessoas tão diferentes, tão iguais que deambulam frenéticamente pelas ruas da cidade, imprimindo um dinamismo e uma cor que altera as tonalidades acinzentadas que contornam cada recanto de cada esquina que viramos.




Sinceramente custa-me a crer que alguém possa encontrar beleza nestes adornos e acessórios que mais parecem máscaras assustadoras de quem não se consegue ver ao espelho tal e qual como é. Questiono-me vezes sem conta de onde vem a necessidade de ser diferente, e só a uma conclusão chego, são simplesmente pessoas que não conseguem ficar satisfeitas com a normalidade, a sua e a dos outros.

